Sexta-feira, 14 de Outubro de 2005

Dizem... Mas não é verdade....

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espelho e velas.GIF

Dizem que a uma certa idade, nós as mulheres, nos fazemos invisíveis, que nossa actuação na cena da vida diminui e que nos tornamos inexistentes, para um mundo onde só cabe o impulso dos anos jovens.

Eu não sei se me tornei invisível para o mundo, pode até ser que sim, porém nunca fui tão consciente da minha existência como agora.

Nunca me senti tão protagonista da minha vida como me sinto agora, e nunca desfrutei tanto cada momento da minha existência.

Descobri, que não sou mais uma princesa de contos de fadas, e que sou um ser humano sensível e que sou também muito forte. Com as minhas misérias e com as minhas grandezas.

Descobri que posso dar-me ao luxo de não ser perfeita, de ser cheia de defeitos, de ter fraquezas, de me enganar, de fazer coisas indevidas e de não corresponder as expectativas dos outros.

Mas apesar disso gosto muito de mim. Quando olho para o espelho e procuro quem fui... Sorrio para aquela que sou agora neste momento...

Alegro-me do caminho que percorri, assumo todas as minhas contradições.

Sinto que devo saudar a jovem que um dia fui com carinho, mas deixá-la de lado, porque agora isso só me iria atrapalhar.

O mundo de ilusões e fantasias que tive já não me interessa mais.

É bom viver sem ter tantas obrigações. Que bom não sentir um desassossego permanente causado por correr atrás de tantos sonhos.

Comecei a dar conta que a vida é tão curta e a tarefa de vivê-la é tão difícil, que quando começamos a aprendê-la a viver já é hora de partir.

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publicado por Fofinha às 20:32

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14 comentários:
De Anónimo a 18 de Outubro de 2005 às 17:29
osmeuspaiséquesãoculpados... Eu sei que a vida não é um sonho e que pode chegar a ser um sonho..... mas as pessoas não vivem de sonhos, as pessoam sonham para que esses sonhos se tornem realidade. Beijinhos carinhosos e com muita ternura para tiFofinha
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(mailto:fofinhaemuito@sapo.pt)
De Anónimo a 18 de Outubro de 2005 às 17:27
Paulo... obrigada mais uma vez pelas palavras de carinho aqui deixadas. beijinhosFofinha
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(mailto:fofinhaemuito@sapo.pt)
De Anónimo a 17 de Outubro de 2005 às 23:24
"a vida não é um sonho mas pode chegar a ser um sonho" - Novalisosmeuspaiséquesãoculpados
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(mailto:140@sapo.pt)
De Anónimo a 17 de Outubro de 2005 às 14:43
Olá Fofinha:-)
Bonitas palavras e bonitos pensamentos de mulher amdura que sabe o que quer da vida com muito carinho:-)
Mais uma coisa fofinha que aqui nos deixaste, obrigado por isso:-)
um beijo terno:-)Paulo
(http://poesialusa.blogs.sapo.pt)
(mailto:pcnunes@ana-aeroportos.pt)
De Anónimo a 17 de Outubro de 2005 às 10:40
Bem, Carlos esou sem palavras, não sei quem és mas a mensagem chegou e li nas entrelinhas, mas gostava de saber quem és, envia-me um mail por favor. Há adorei o poema de Sophia de Mello Breyner Andersen. Isto pode dar-me uma ideia de quem saja mas não com o nome de Carlos... Por favor contacta-me via mail e eu respondo ao teu comentário.Fofinha
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(mailto:fofinhaemuito@sapo.pt)
De Anónimo a 17 de Outubro de 2005 às 10:38
Obrigada Ana Luar pelo cometário.. eu sou um ouco mais velha que tu, mas sinto-me bem comigo mesma e para com os outros, somos mulheres e a mulher sabe ser tudo, filha, mãe, mulher, amante e amiga. BeijinhosFofinhaemuito
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(mailto:fofinhaemuito@sapo.pt)
De Anónimo a 17 de Outubro de 2005 às 10:35
à mesmo Maria Papola se não formos sós a agostar primeiro de nós os outros nem nos vêm. beijinhos e obrigada pelas visitas
Fofinha
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(mailto:fofinhaemuito@sapo.pt)
De Anónimo a 17 de Outubro de 2005 às 10:33
Obrigada Nelson é bom ver pessoas novas por aqui quando poder visito o teu blog também. BeijinhosFofinha
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(mailto:fofinhaemuito@sapo.pt)
De Anónimo a 17 de Outubro de 2005 às 10:32
Obrigada Katarina pelas tuas palavras de apoio ao meu bog. beijinhosFofinha
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(mailto:fofinhaemuito@sapo.pt)
De Anónimo a 17 de Outubro de 2005 às 09:03
"Eis-me"



Eis-me

Tendo-me despido de todos os meus mantos

Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses

Para ficar sozinha ante o silêncio

Ante o silêncio e o esplendor da tua face





Mas tu és de todos os ausentes o ausente

Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca

O meu coração desce as escadas do tempo

[em que não morras



E o teu encontro

São planícies e planícies de silencio





Escura é a noite

Escura e transparente

Mas o teu rosto está para além do tempo opaco

E eu não habito os jardins do teu silêncio

Porque tu és de todos os ausentes o ausente!



"Sophia de Mello Breyner Andersen"

Carlos
(http://vagueando.blogs.sapo.pt/)
(mailto:c_m_a_n_u_e_l@hotmail.com)

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